terça-feira, 4 de dezembro de 2012

L-Carnitina, suplemento pode interagir com alguns medicamentos

Uma das substâncias naturais que frequentemente faz parte dos produtos de emagrecimento é a L-Carnitina, aminoácido essencial para os lactentes mas não para os adultos. A L-Carnitina promete transportar as gorduras armazenadas no corpo para as células onde serão metabolizadas e eliminadas, aumentando a queima de gordura e levando a perda de peso e diminuição dos níveis de LDL, de açúcar no sangue e da pressão arterial.

Nos vários suplementos disponíveis no mercado aparecem várias formas de carnitina oral, entre elas a L-carnitina, a D-carnitina e a DL-carnitina, estas duas últimas são as que estão associadas à maioria dos efeitos secundários mas encontram-se com frequência nestes produtos. Devem ser evitados os produtos que as contenham.

Estão relatadas interações da L-carnitina com o ácido valpróico e com o benzoato de sódio. É provável que o ácido valpróico, medicamento usado no tratamento das convulsões, produza toxicidade se o doente tratado tiver uma deficiência de carnitina, pois o medicamento pode dar lugar a uma diminuição nos níveis desta substância. Pode também incrementar os níveis da varfarina, medicamento anticoagulante, e assim o risco de hemorragia.

A carnitina não deve ser usada em combinação com algumas substâncias tais como a pseudoefedrina e a cafeína pois podem aumentar os efeitos colaterais da carnitina, que são náuseas, vómitos, gastrites e úlceras, espasmos abdominais e diarreia.

Pode também causar diminuição dos níveis de açúcar no sangue em pessoas com dietas baixas em hidratos de carbono e uma redução na taxa de metabolismo das gorduras, podendo aumentar os lípidos no sangue (colesterol e triglicerídeos) após a suspensão do tratamento.

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